Ruja um pouco mais!

Ruja um pouco mais!

“Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo. Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.” Salmo 73.1-3.

No final da semana passada tivemos nosso Acampa Kids, acampamento para filhos e pais. Nesse ano o tema era “Rugido: Se a vida é selvagem, Deus é bom!”
As crianças aprenderam que: quando a vida parece ser injusta, Deus é bom!; quando a vida é assustadora, Deus é bom!; quando a vida muda, Deus é bom!; quando a vida é triste, Deus é bom!, e; quando a vida é boa, Deus é bom!
Deus é bom sempre! Em todos os momentos de nossa vida. Essa é a afirmação do primeiro versículo do Salmo 73. O livro dos Salmos é dividido em cinco livros e, o Salmo 73 é o primeiro Salmo do terceiro livro. Ele abre uma seção no livro dos Salmos que mostra que o mesmo Deus que, nos dois primeiros livros é o Deus que elege, sustenta e livra, é também o Deus que repreende e rejeita. Deus é o santo, bom e justo juiz.
Esse terceiro livro vai do Salmo 73 ao 89, e o povo de Deus os lia e cantava paralelamente à leitura de Levítico, o livro onde Deus diz ao povo: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.” (Levítico 19.2). Os preceitos entregues a Moisés desde o Êxodo e descritos em Levítico, eram a regra de convivência necessária para que fosse possível o homem pecador viver na presença do Deus santo. É claro, tudo apontava para Cristo, mostrando que vida com Deus é, necessariamente uma vida de e em santificação. Essa condição é reafirmada no Novo Testamento pelo texto de Hebreus 12.14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
Essa é a verdadeira vida: a vida com Deus! Por isso o salmista afirma no primeiro versículo do Salmo: Com efeito, Deus é bom para Israel, seu povo, para com os de coração limpo, ou seja, para os que buscam viver na presença de Deus em santificação. Deus é bom e não há nada melhor que viver na presença dEle!
O segundo versículo do Salmo, no entanto, nos leva a um quadro totalmente diferente. O salmista Asafe fala a respeito de pensamentos que invadiram sua mente e coração. O salmista olha para a prosperidade dos perversos e sente-se em dúvida. Será que a vida com Deus é a melhor vida mesmo? Será que o caminho da santificação é o melhor caminho? Será que Deus é justo? Será que Deus é bom? Ao passar por um momento de dificuldade o salmista chega a afirmar nos versos 13 e 14 do Salmo: “Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.”
Quantas vezes muitos de nós nos sentimos assim? Questionamos a bondade de Deus e seus caminhos. Tiramos os olhos de Deus, das suas promessas e preceitos abençoadores e passamos a admirar os tesouros do mundo e seus caminhos. Quantas vezes tomamos decisões contra a Palavra de Deus porque achamos que, a respeito desse ou daquele assunto, Deus não é bom e não tem o melhor caminho, mas o mundo e meu coração perverso oferecem caminho melhor. Afinal, é assim que todos fazem nos dias de hoje, e veja, parece que está dando certo.
O salmista afirma do perigo desse pensamento quando diz: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos”. A história de Israel mostra o grande desastre desse tipo de pensamento. Israel tentou viver diante de Deus de acordo com os padrões do mundo. Israel invejou tantas vezes as outras nações que abandonou os preceitos de Deus. O resultado foi que seus pés resvalaram e Israel caiu.
Felizmente o Salmista nos diz que seu pensamento mudou quando ele entrou no santuário de Deus (v.17). O Salmista termina o Salmo dizendo: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.” Só pode afirmar isso quem sabe que certamente Deus é bom!
Estamos num mundo caído e, por isso, a vida é selvagem. Podemos sofrer injustiças, sentirmos medo, enfrentarmos mudanças inesperadas, experimentar profundas tristezas e até momentos de extrema felicidade. Em todo tempo nosso coração precisa estar cheio da seguinte verdade: “Deus é bom”, e, por isso decidir sempre: “quanto a mim, bom é estar junto a Deus”! Deus te abençoe.

Rev. Hédin Charles Mendes

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