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“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1.26-27.

 

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU, Organização das Nações Unidas, como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.
O relato da Criação de todas as coisas, em Gênesis destaca o valor do ser humano de uma maneira que ninguém mais consegue exprimir. A igualdade de valor entre os gêneros, pela qual se luta até hoje, hora pendendo a balança para um extremo e hora para outro, era uma realidade no Éden.
No relato da Criação, Deus está enfatizando a diferença do homem e mulher frente a todo o restante da Criação, colocando uma marca que nenhuma outra criatura de Deus teria, a imagem e semelhança de Deus. É por causa dessa imagem de Deus que, tanto homem como mulher tem capacidade para exercer domínio sobre o restante da Criação, serem criativos, e capazes de se relacionar com Deus, com a Criação e entre eles mesmos. Note que Deus está falando tanto do homem como da mulher, pois o texto encerra com a expressão “homem e mulher os criou”.
Ao encerrar a Criação, após o sexto dia, quando são criados homem e mulher, o texto bíblico encerra diferente dos demais dias. Ao invés de: “E viu Deus que isso era bom”, “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”.
Como se isso já não bastasse, a Bíblia ainda mostra que, no sexto dia, Deus declara que havia algo que não estava bom. Gênesis 2.18 diz: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” Antes do “muito bom” houve uma expressão: “não é bom”. O que faltava? A auxiliadora idônea, do mesmo valor, para que cumprisse os propósitos de Deus juntamente com o homem. Um na vida do outro, um dependendo do outro, um completando o outro.
Se é assim, por que hoje as dificuldades e desequilíbrio do valor entre os gêneros? Por causa do que aconteceu depois. Homem e mulher pecaram ao desobedecer a Deus. O pecado e suas consequências estão no mundo e na natureza do homem e da mulher. Foram expulsos do Jardim do Éden e da presença de Deus. Ao comerem do fruto do conhecimento do bem e do mal, passaram a andar pelo caminho do mal, ignorando o objetivo revelado por Deus na Criação. Agora, as diferenças, que deveriam ser pontos de apoio, completude e integração, são utilizadas egoisticamente para privilegiar injustamente um ou outro gênero.
Por isso Cristo veio. Em Cristo somos cheios do Espírito Santo de Deus e voltamo-nos para os propósitos de Deus tanto para o homem, quanto para a mulher. Em Cristo somos feitos filhos de Deus, homem ou mulher, pela fé. Mulher, imagem e semelhança de Deus, mulher, cuja ausência na criação gerou a expressão “não é bom”, cuja criação gerou o primeiro poema do homem e a expressão final de Deus quanto a Criação: “e eis que era muito bom”. Feliz dia internacional da mulher!

Rev. Hédin Charles Mendes

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